quinta-feira, 26 de novembro de 2009

então, desfaz


Sempre escondo meu sorriso, quando passo por você
Nossos olhos se encontram, você finge não me ver
Talvez esteja tão vazio, que já não sou mais ninguém

Então...

Desfaz, o nó em minha garganta
E deixa eu te dizer
O quanto é difícil eu tentar viver
Enquanto cada dia longe de você,
Me mata um pouco mais


Continuo sem saber onde foi que te perdi
Houve um tempo onde pensei, que era feliz
E houve um tempo onde te abracei
E prometi nunca te abandonar

Dias ensinam tudo para nós
Talvez nos façam perceber
Que ainda pode ser só eu e você


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domingo, 15 de novembro de 2009

Feeling sorry ...

Pense em mim quando você estiver fora. E quando o mundo te tratar bem demais, ainda pense em mim. Tudo que eu queria era você! Acho que vou andar pelos cantos algumas vezes e adormecer no sofá. E acordar cedo para reprises em preto e branco, que escapam da minha boca. Tudo que eu queria era você! Eu poderia te seguir até o início. Só para reviver o início. Talvez então lembraríamos de nos acalmar em todas as nossas partes preferidas. Tudo que eu queria era você!

# Adaptação de Feeling Sorry - Paramore ;

sábado, 14 de novembro de 2009

Ignorando .

Eu não quero ter você ao meu lado. Não quero te ver todos os dias nem lembrar como é. Não quero ter lembranças, não quero me ajeitar em seus braços. Não posso cantar junto nem me aproximar. Não quero deslizar a mão em seu peito nem tocar seus lábios. Não suporto certo dia após outro. Não aceito o seu mundo e seus amores. Não provoco e nem me entrego. Eu não quero nada disso, mas sinto como quisesse. Algumas lágrimas perdidas no desespero. A dura sensação de perder a batalha. Não quero te deixar sozinho muito menos acompanhado. Mas também não quero você vá pra longe de mim. Não quero simplesmente aceitar que você foi uma ilusão perdida. Não quero desistir tão fácil, mas você também me pede que desista. Não quero teu valor nem suas pistas. Não quero seu gênio grosso e forte. Eu somente posso me instalar ao seu lado como um alguém qualquer. Luto contra os sentimentos e o coração, mas a razão parece fraca demais perto de algo tão pulsante. Pedir aos céus durante noites e dias a volta de um alguém desconhecido. Perder tempo em aplaudir teu riso. Sempre sabendo que isso nunca será o suficiente. Eu nunca sei o que pensa, mas também não facilita.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Apresentando .

Sinceramente, meu ver mudou. Você está completamente diferente. Suas opiniões, objetivos. Seu futuro não me inclui. Não que eu lamente isso – é eu lamento. Porém cada um pode decidir o que quiser sobre o que virá adiante. Não sinto como se tivesse chegado tarde demais. Não posso lamentar. Não posso mais nada. Só posso me virar e te assistir com meu olhar seco. – Pois estes olhos o trarão de volta algum dia. Algum dia que eu nem queira ouvir falar sobre você. – Mas agora sim. Frio, calculista. Sem alma, vazio e opaco. Só não está tão sem graça como eu queria. – Seria mais fácil. Não consigo sorrir contra minha pateticidade, ironizando. Estou normal. – E isso pela primeira vez é um bom sinal. E talvez sem pensar, achei que seria mais difícil te deixar pra lá, de lado; no tempo. Não tanto. Apenas sentir falta de teu jeito junto á mim – não me recorde. Isto agora é passado, caso você queira. E porque realmente quis e escolheu morbidamente. Não te ver nem te sentir. – Aumentaria minha necessidade de não lembrar. Dos 14 dias válidos e dos 35 inválidos. Um medo extremamente ausente. Uma tristeza inalcançável. Um sorriso á tona. Pelo dia que amanhã virá, solitário e sem desejos e/ou saudades. Duas personalidades em um só. Uma completamente rejeitada por meu coração e inaceitavelmente abalada. A falta dos poucos dias de verdade, hoje já escassos. Pra você já não significava mais nada há algum tempo. Só demorei á olhar pra trás e me perder no tempo. – Não lamentável. Não é tão tarde. Um novo amanhecer, sem você. Um velho entristecer, uma nova maneira de viver. ‘ Apenas sinto. Não muito, mas o bastante; pelos pequenos dias que me deixei abater. Por uma pequena causa; e também por você.

sábado, 7 de novembro de 2009

Um outro você.

Decepcionadamente, ontem você cantou pra mim. Disse-me sobre gostos e sabores. Perguntou-me sobre coisas que eu preferia manter segredo. Contou-me sobre o passado e riu do presente. Imaginou como seria o futuro. Tentou gargalhar sem ao menos um motivo. Deixou-me mais segura do nada que eu sentia, mas me deu continuidade sobre o que andava escrevendo. Escrevi sobre você e por você nas últimas semanas. E sabe, não sei o porquê disso. E então, eu me arrepio quando te tenho presente e quando acordo penso primeiramente e justamente em você... Seu ver. Somente porque há sete dias eu pensava em você a cada instante, a cada minuto, a cada dia. A cada gota de chuva, a cada raio de sol, a cada passo. E simplesmente não estou me esforçando pra saber o porquê disso também. Não sei por que sou fissurada e em outro tempo desligada. Não sei por que desminto e invento histórias. Não sei por que quero ouvir sua voz. Não sei por que você me irrita. Não sei por que você me confunde. Não sei por que você é assim. Não sei por que você é tão irônico. Não sei por que me morde tanto. Não sei por que me controla e não sei o porquê de existir. E é, não sei mais o que escrever quando a questão é você.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Dá pra sentir.


Eu ainda tento apagar seus olhos nos meus. Ainda luto com a esperança e o pensamento. Mas talvez o mais difícil, é calar-me nesse sofrimento. Alguém hoje me disse algo que me fizesse acreditar. Mas me liguei á lembrança de que talvez não vá voltar. Seu comportamento é incerto, suas atitudes são insanas. Simplesmente prossegue mais difícil desvendar tuas façanhas. As palavras ouvidas me deram uma certeza que talvez fosse obrigada a ser incerta após três dias. Certamente não se sabe o que se passa aqui dentro e aí. Poderia dividir minha vida em duas e te entregar uma metade, sem exalar..para desvendar seus pensamentos. Mas quando descobri-los, talvez deseje nunca ter pensado em tal. Você finge como qualquer um, com as mesmas palavras, os mesmos vestígios, o mesmo rubor seco. Mas porque se desvenda em palavras verdadeiras, um olhar sincero e um coração pronto a pulsar; quando eu me distraio? Não planejamos tudo do mesmo jeito, não mais. Seus planos estão previsíveis, desgastados... de lado. A diferença irá nos afastar, notadamente. O ritmo não é o mesmo, dá pra sentir. Com a intervenção que está presente aqui.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

De chuva á tempestade.

Em algum ontem eu tive vontade que chovesse. Preparei-me para perceber as gotículas descendo do céu e se juntando com as outras. Tinha planos em mente para esse clima. Esperava por uma chuva fresca, fina; mas densa. Olharia o céu pesado, sem trovões e relâmpagos que me assustam. Imaginaria simplesmente o brilho de seus olhos de frente aos meus. [...] Pela manhã, o sol brilhou, meio frio; mas estava ali. Pela tarde, o céu estava fracamente azul e as nuvens aos poucos se juntaram; formaram chuva, juntamente ao sol. E então o arco-íris apareceu. Suas cores vívidas, cheias de contrastes, mesmo que ele não estivesse tão forte. Á noite percebi as nuvens numerosas, um céu sem estrelas, sem direção. Talvez estivesse me convidando a lhe fazer companhia, pois eu me sentia assim. Fui andar e me ocupar pelo tempo e pela cidade. Notadamente senti um silêncio inoportuno que fez meu estômago brigar com a patética ansiedade. Mais tarde, mas não tanto; lá estava ela. Imperfeita, forte, e além do mais, cheia de barulhos e desespero. Os planos mudaram como a tempestade. Despedacei-me aos poucos, diante das gotas frias e pesadas. E diante desta noite, me vi com um desespero oculto. Não oculto, interno. Como se planos nunca mudassem e reações nunca emergissem. Os olhares foram surpreendentemente exaltados. Talvez aquela noite fosse o cúmulo de certos acontecimentos, talvez eu agüente mais um pouco. Nem meses vão te recuperar.