sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Direção confusa

Há certo momento que toda sua vida sai de seu curso.
Nesse momento de desespero você deve escolher a sua direção.
Você lutará pra seguir o caminho?
Outros vão dizer quem você realmente é?
Ou você mesmo vai se rotular?
Você será honrado pela sua escolha?
Ou abraçará seu novo caminho?
Cada manha você escolhe em seguir em frente ou em simplesmente desistir.
Há certo momento que toda vida sai de seu curso.
Nesse momento de desespero, quem você será?
Você baixará a guarda?
E achará conforto em alguém em que não esperava?
Você esticará os braços?
Você enfrentará seus maiores medos corajosamente?
E seguirá em frente com fé?
Ou você vai sucumbir a escuridão da sua alma?

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O crime da metade


Eu odeio essa coisa de metade. 
Ter amigos pela metade, deixar a comida pela metade. 
Arrumar casa, escrever, ouvir música, dormir,
 sorrir, dançar, viajar, tudo pela metade. 
Odeio ainda mais tratar e destratar sentimentos como se fossem objetos, 
e cuidar de mau jeito. 
Dar carinho quando sobrar tempo, ligar quando não tiver outra coisa pra fazer, falar que está com saudade quando não houver outro recurso. 
Falar que ama só pra não deixar o outro falando sozinho, sem sentir vontade. 
Dizer que está com raiva, e não falar o motivo. 
Esperar sem saber o quê. 
Agir quando estiver tudo no fim. 
Pedir outra chance quando as coisas estão desmoronando. 
Se declarar e compor uma canção, quando alguém estiver em lágrimas. 
Ser metade  e agir metade é injusto com o próximo que você diz amar, até pela metade. 
Existem sempre pessoas dispostas a serem completas, a agirem direito, a se dedicarem por inteiro, tão logo pedimos; metades, não se aproximem daqueles que saibam ser inteiros.

Dores que impulsionam

              

              Nessa quinta-feira da vida, você não consegue imaginar onde meus pensamentos estão alcançando...eles desenharam nuvens de tristeza, e delas, choveram lágrimas, que desceram a cada cena melosa do seriado que me dediquei assistir.
Pois comecei a mensurar meus feitos e não feitos, minha infelicidade, meu buraco molhado (que eu mesma cavei). Sei que esse dia triste não é como qualquer outro, em que você chora, se vê desenhado no fracasso, na fraqueza, na dor, e depois passa. É aquele tipo de dia, que de alguma forma estranha, te impulsiona a fazer algo melhor.

              Uma semana após escrever sobre cartas na mesa, tenho muita dúvida do que descrevi. Parece que as coisas mudaram, e você provocou isso. Permiti que inundasse de coisas ruins cada centímetro bom que estava ocupado em mim. Os meus planos maiores não foram para frente, de tão mal que me sinto, de tão sozinha e vazia.
Pra dor me abraçar, só encontrei livros, bons programas de tv e dedos para digitar sobre o meu comportamento lamentável. 

              Tanta vida lá fora, e eu já morta aqui dentro. 
Eu não quero conversar com ninguém, sabe como é?
Nem ficar reclamando constantemente por falta de atenção, eu estou cansada dessa luta espinhosa e sangrenta. Estou naqueles momentos de levantar bandeira branca, sem ter força necessária nos bracinhos branquelos. Não me sinto abraçada, afagada por ninguém, e como disse, acho que não quero isso. Pois chegou a um ponto que a autora da minha história, tão logo EU, preciso decidir o que fazer e a vida que quero levar. 
Essa dificuldade me machuca de forma tão grande e intensa que eu só sei rezar pelo fim de semana chegar. Eu rezo e agradeço quando vou dormir, são oito horas sem pensar tortuosamente na tristeza, nos momentos de depressão...

Quem poderia me resgatar, resolveu me deixar pra lá, então, aproveitem o fim do dia.

Dia de total tristeza



“Essa escuridão tem um nome?
Essa crueldade, esse ódio, como ele nos encontrou?
Ela se meteu em nossas vidas, ou nós a procuramos e a abraçamos?
O que aconteceu conosco?
Quando perdemos o nosso caminho?
Consumidos pelas sombras, engolidos completamente pela escuridão...
Essa escuridão tem um nome?
Acaso, é o seu nome?"

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Cartas na mesa


              Os anos foram passando e hoje fui me questionar porque meu objeto de escrita mudou. Eu estou perdida quanto a elogios, depois de tantas histórias difíceis em que passamos. Em nenhum dia, de alguma forma deixei de te amar, mas não sei responder o que foi alterado. Não conseguimos ficar em paz por mais de quinze dias, e isso acaba com minha quietude particular.
              Já passei por muitas coisas na vida, por pessoas diferentes, cada um com suas peculiaridades, seus defeitos, seus modos de viver desajeitados e por vezes orgulhosos. 
É verdade que superamos inúmeras barreiras, muito mais que eu possa lembrar ou citar.               Você conseguiu me mostrar parte do mundo, do seu, e até do meu. Mas, nos esbarramos bastante também. Tem vezes que eu penso em deixar tudo pra lá e seguir, sem olhar pra trás, até que aparece um problema novo. Tem vezes que eu penso em te deixar pra lá, e me permitir seguir, mas eu não consigo. Há algo mais forte que todos os monstros... os sentimentos, os momentos bons, o otimismo, a esperança, ah, a lágrima de esperança. O coração doído de saudade, de apoio, de "vou te ajudar". 
              Chegou a um ponto, em que há ofensas, em que há mágoa, mas também há perdão. Não sei quantas vezes o ser humano é capaz de suportar essas dores em cada vida. Perdoar não significa esquecer. Mas a gente se esforça todos os dias, todos os minutos, até enquanto dorme, pra tudo dar certo. Pra agir bem, pra ser justa e empática, pra amar e se doar. Notei também, que a cada queda juntos, você fica mais desesperado...pois a cada machucadinho, eu fujo um pouco. A cada tropeço, meu pés ficam mais atrás. Eu não quero te assustar, mas já avisei, de certa forma estou partindo...no fundo, eu não sei se casaria com você. 
              Não sou perfeita de forma alguma, mas tento o melhor que poderia ou não ser. Me desculpe por cada erro ou acerto que nos trouxe até esse ponto, meu amor nunca mudou. Mas não sei o que será de nós dois afinal. Tenho certeza que não quero o mal pra história de cada um, e agora, quero viver, de preferência junto de você, até que o destino e sua convivência nos permita. 

Vamos nos salvar? 

Sing for solitude



É possível distribuir minha solidão.


Tenho apenas duas mãos, e um sentimento para todo o mundo.

Minhas lembranças escorrem, 
e o corpo se rasga na luta intransigente de amor.

Quando eu conseguir me levantar, 
o céu poderá já estar assaltado, 
sem belas nuvens, raios de sol sinceros, 
eu estarei a beira de minha própria morte, 
descoberta, com medo pelos cantos.


Quando os corpos passarem, 
eu ficarei sozinha, desfiando recordação, 
trazendo fogos em memória, dispersa em guerra.

Sinto-me incompleta diante das fronteiras,
humildemente vos peço que me perdoeis,
por fracassar, desistir, e permitir falhar.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Garota de fases


O ser humano é feito de fases. Boas, ruins, deprimentes, estonteantes. 
Por meses eu quero correr para o banheiro, sentar no vaso e chorar por todos os meus fracassos frígidos, e por mais que tenha alguém que me decepcione ou me deixe bem, quero chorar sozinha, me fazer mal sozinha. Esse momento é meu. 
Tenho a fase em que penso por muito tempo que eu seria mais feliz se morasse em um apartamento legal, decorado, tivesse um emprego deslocado, limpasse essa tal moradia aos sábados pela manhã, e pudesse dar uma festa de vez em quando..tudo isso sem a existência de laços afetivos para me cobrar. Nesse plano de vida, eu faria faculdade em outra cidade, e lá iria me virar. 

Em outro paradigma, eu viveria viajando, dinheiro pra quê? Trabalhar pra quê? Status? Isso é de comer?! Então. Eu sempre viajo em coisas difíceis de conseguir e me frustro no final. Eu não saio do lugar e acabo no meu sofá mofado, triste, decepcionada, amargurada e perdida. Sem a vida que eu quero ter. Lendo meus blogs de tudo ou nada, realizando pesquisas, lendo artigos, resolvendo problemas um por um, ouvindo uma rádio legal, enrolando obrigações sérias, desanimando das responsabilidades cada dia mais. E eu volto a fase ruim, de me sentir fracassada, triste, de não conseguir nada, sonhar muito e tomar muitos remédios. Eu penso em unicórnios brilhantes pulando no quintal de casa, e quero ficar com todos eles no final da história, em paz, sem julgamento. O tempo passa...e eu me arrasto! Choro, venero, e fico parada por aí. Vocês sabem, no mesmo lugar.

Pois no fundo, me falta ânimo! 
Me falta terapia, motivação, vontade, inspiração, atitude, levantar, agir, agir e AGIR!