quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Depois daquele tempo
Como começar a escrever depois de meses?
Acho que parto da necessidade frustrada de tentar compreender o mix de sentimentos presentes em mim atualmente. Eu não vim pra escrever bonito, mas pra tentar me sentir leve...
De certa forma, as palavras sempre foram a forma que mais me cativaram e delinearam o formato dos meus medos, das minhas angústias... das minhas noites sem sono, ou das vezes que durmo por dias, para a própria fuga.
A vida se transformou em cenas engraçadas. Contorcidas, pingantes, sem planos ou expectativas. E nesse momento que me sinto mais perdida, talvez seja a hora exata para o reencontro.
E fico presa nessas grades temporárias, que sempre dizem o que devo fazer pra me sentir feliz - sem funcionar, de fato. É uma forma de preenchimento para meu vazio... mesmo que momentâneo.
Será que já estive tão misturada em mim mesma? em minhas situações? em minhas decisões não feitas?
Tem algo faltando.
Por tal motivo, vem a cobrança excessiva, o buraco que não é preenchido, a falta, o aperto (que quanto mais aperta, mais largo fica), os dias que viram sem um motivo bom, ou um plano feliz.
Muitos dias quando acordo parece que estou morta. Isso mesmo, morta em vida. Falta aquela euforia de se levantar, fazer coisas diferentes, de desfrutar, inovar, construir, refletir. Como viver em estado vegetativo, entende?
Ao mesmo tempo que tudo parece tão complicado, me vem uma solução simples em mente. Pena estar tão distante!
domingo, 15 de junho de 2014
Mantenha a fé
Não percas a tua fé entre as sombras do mundo. Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo. Crê e trabalha. Esforça-te no bem e espera com paciência. Tudo passa e tudo se renova na terra, mas o que vem do céu permanecerá. De todos os infelizes os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmo, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo. Eleva, pois, o teu olhar e caminha. Luta e serve. Aprende e adianta-te. Brilha a alvorada além da noite. Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te com a morte. Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia.
Como anda a vida
É claro que a gente gosta de escrever, de cuidar da vida com palavras, de voar no desenrolar de cada frase. E de forma tão enigmática o que sentimos passa a ser desenhado no branco do papel, que passa a ser preenchido com o tempo. E perdemos um pouco a prática de dizer daquele modo bonito, e nesse mesmo instante, toca as pessoas que tiram seus minutos para dedicar-se a uma leitura consistente, que auxilie em sua evolução.
Como tudo na vida, sem a prática perdemos o jeito. Aquele toque mágico do lugar em que se quer chegar. E então só se vive, não mais se escreve, não mais fotografa, só assiste ao passar dos dias, com uma cerveja para cada lembrança, e as mesmas pessoas velhas.
Aquele erro de querer o diferente persiste, mas o cansaço dos corpos só permite fazer o de sempre, o que é confortável e não tem erro. Mas eu gosto da vida aconchegante assim, em que o fim de domingo não me amedronta e nesse mundo, aprendi a conviver com minha família, que é doce a seu próprio modo. A vida tem-se feito boa, poderia arriscar a dizer que divina, afastando bem pra longe tudo que vem disfarçado de ruim no meu caminho. E não nos esquecemos de espantar os fantasmas sem amor, que logo perderão o seu sustento e nos deixarão em paz.
domingo, 2 de março de 2014
Sobre chorar
"E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça - que não era Capitu, mas também tem olhos de ressaca - levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário: por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo."
domingo, 26 de janeiro de 2014
Leve a vida leve
É necessário compartilhar quando a vida está leve. Compartilhar apenas para minha companhia preciosa, as palavras. Pelo passar dos dias tenho me sentido melhor, focando na leitura, em acordar cedo e cumprir minhas obrigações, que antes eu não tinha forças. Tem chovido bastante, e eu não me sinto frágil. Se quando acordo vem algum pensamento triste, pessimista, eu tento lembrar que as coisas vão bem, que não tenho com a que me ater de preocupação.
Eu nem preciso de planos esvoaçantes para me confortar, só sei que sorrio de tranquilidade por estar no calor do meu sofá, vendo meu filme preferido.
domingo, 15 de dezembro de 2013
Desconfio que...
Sinto muito por não estarmos evoluindo...nos fazendo felizes, nos completando.
Os mesmos erros foram se repetindo, e é claro que um dia cansa e não há objeto que esconda o sol, lá longe.
Tem mais dias de folga que passo em casa vendo tv do que com você.
E recorro as músicas tristes do rádio..naquela programação ruim que eu nunca gostei.
Por todos os dias tenho me sentido um pouco sozinha, meio sei lá, tentando mais um pouco, exitando...pois eu evitava desistir. Gosto de lutas de amor.
Mas você vem, e enfia a faca um pouco mais fundo.. aí eu me canso mais um pouco, choro alguns litros de desolação, e não tenho pelo que esperar, pois a ilusão e esperança pegou o ônibus das 11. Admito que também estou sem vontade, sem forçar...o que estamos fazendo afinal?
Vamos nos culpar. Os dois.
Estou atrás de novos modos de ser feliz, de nos deixar bem, mas parece mais difícil que antes. E aí sei uma única atitude para tomar.
Estou com medo.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Direção confusa
Há certo momento que toda sua vida sai de seu curso.
Nesse momento de desespero você deve escolher a sua direção.
Você lutará pra seguir o caminho?
Outros vão dizer quem você realmente é?
Ou você mesmo vai se rotular?
Você será honrado pela sua escolha?
Ou abraçará seu novo caminho?
Cada manha você escolhe em seguir em frente ou em simplesmente desistir.
Há certo momento que toda vida sai de seu curso.
Nesse momento de desespero, quem você será?
Você baixará a guarda?
E achará conforto em alguém em que não esperava?
Você esticará os braços?
Você enfrentará seus maiores medos corajosamente?
E seguirá em frente com fé?
Ou você vai sucumbir a escuridão da sua alma?
Nesse momento de desespero você deve escolher a sua direção.
Você lutará pra seguir o caminho?
Outros vão dizer quem você realmente é?
Ou você mesmo vai se rotular?
Você será honrado pela sua escolha?
Ou abraçará seu novo caminho?
Cada manha você escolhe em seguir em frente ou em simplesmente desistir.
Há certo momento que toda vida sai de seu curso.
Nesse momento de desespero, quem você será?
Você baixará a guarda?
E achará conforto em alguém em que não esperava?
Você esticará os braços?
Você enfrentará seus maiores medos corajosamente?
E seguirá em frente com fé?
Ou você vai sucumbir a escuridão da sua alma?
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
O crime da metade
Eu odeio essa coisa de metade.Ter amigos pela metade, deixar a comida pela metade.Arrumar casa, escrever, ouvir música, dormir,sorrir, dançar, viajar, tudo pela metade.Odeio ainda mais tratar e destratar sentimentos como se fossem objetos,e cuidar de mau jeito.Dar carinho quando sobrar tempo, ligar quando não tiver outra coisa pra fazer, falar que está com saudade quando não houver outro recurso.Falar que ama só pra não deixar o outro falando sozinho, sem sentir vontade.Dizer que está com raiva, e não falar o motivo.Esperar sem saber o quê.Agir quando estiver tudo no fim.Pedir outra chance quando as coisas estão desmoronando.Se declarar e compor uma canção, quando alguém estiver em lágrimas.
Ser metade e agir metade é injusto com o próximo que você diz amar, até pela metade.
Existem sempre pessoas dispostas a serem completas, a agirem direito, a se dedicarem por inteiro, tão logo pedimos; metades, não se aproximem daqueles que saibam ser inteiros.
Dores que impulsionam
Nessa quinta-feira da vida, você não consegue imaginar onde meus pensamentos estão alcançando...eles desenharam nuvens de tristeza, e delas, choveram lágrimas, que desceram a cada cena melosa do seriado que me dediquei assistir.
Pois comecei a mensurar meus feitos e não feitos, minha infelicidade, meu buraco molhado (que eu mesma cavei). Sei que esse dia triste não é como qualquer outro, em que você chora, se vê desenhado no fracasso, na fraqueza, na dor, e depois passa. É aquele tipo de dia, que de alguma forma estranha, te impulsiona a fazer algo melhor.
Uma semana após escrever sobre cartas na mesa, tenho muita dúvida do que descrevi. Parece que as coisas mudaram, e você provocou isso. Permiti que inundasse de coisas ruins cada centímetro bom que estava ocupado em mim. Os meus planos maiores não foram para frente, de tão mal que me sinto, de tão sozinha e vazia.
Pra dor me abraçar, só encontrei livros, bons programas de tv e dedos para digitar sobre o meu comportamento lamentável.
Tanta vida lá fora, e eu já morta aqui dentro.
Eu não quero conversar com ninguém, sabe como é?
Nem ficar reclamando constantemente por falta de atenção, eu estou cansada dessa luta espinhosa e sangrenta. Estou naqueles momentos de levantar bandeira branca, sem ter força necessária nos bracinhos branquelos. Não me sinto abraçada, afagada por ninguém, e como disse, acho que não quero isso. Pois chegou a um ponto que a autora da minha história, tão logo EU, preciso decidir o que fazer e a vida que quero levar.
Essa dificuldade me machuca de forma tão grande e intensa que eu só sei rezar pelo fim de semana chegar. Eu rezo e agradeço quando vou dormir, são oito horas sem pensar tortuosamente na tristeza, nos momentos de depressão...
Quem poderia me resgatar, resolveu me deixar pra lá, então, aproveitem o fim do dia.
Dia de total tristeza
“Essa escuridão tem um nome?
Essa crueldade, esse ódio, como ele nos encontrou?
Ela se meteu em nossas vidas, ou nós a procuramos e a abraçamos?
O que aconteceu conosco?
Quando perdemos o nosso caminho?
Consumidos pelas sombras, engolidos completamente pela escuridão...
Essa escuridão tem um nome?
Acaso, é o seu nome?"
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Cartas na mesa
Os anos foram passando e hoje fui me questionar porque meu objeto de escrita mudou. Eu estou perdida quanto a elogios, depois de tantas histórias difíceis em que passamos. Em nenhum dia, de alguma forma deixei de te amar, mas não sei responder o que foi alterado. Não conseguimos ficar em paz por mais de quinze dias, e isso acaba com minha quietude particular.
Já passei por muitas coisas na vida, por pessoas diferentes, cada um com suas peculiaridades, seus defeitos, seus modos de viver desajeitados e por vezes orgulhosos.
É verdade que superamos inúmeras barreiras, muito mais que eu possa lembrar ou citar. Você conseguiu me mostrar parte do mundo, do seu, e até do meu. Mas, nos esbarramos bastante também. Tem vezes que eu penso em deixar tudo pra lá e seguir, sem olhar pra trás, até que aparece um problema novo. Tem vezes que eu penso em te deixar pra lá, e me permitir seguir, mas eu não consigo. Há algo mais forte que todos os monstros... os sentimentos, os momentos bons, o otimismo, a esperança, ah, a lágrima de esperança. O coração doído de saudade, de apoio, de "vou te ajudar".
Chegou a um ponto, em que há ofensas, em que há mágoa, mas também há perdão. Não sei quantas vezes o ser humano é capaz de suportar essas dores em cada vida. Perdoar não significa esquecer. Mas a gente se esforça todos os dias, todos os minutos, até enquanto dorme, pra tudo dar certo. Pra agir bem, pra ser justa e empática, pra amar e se doar. Notei também, que a cada queda juntos, você fica mais desesperado...pois a cada machucadinho, eu fujo um pouco. A cada tropeço, meu pés ficam mais atrás. Eu não quero te assustar, mas já avisei, de certa forma estou partindo...no fundo, eu não sei se casaria com você.
Não sou perfeita de forma alguma, mas tento o melhor que poderia ou não ser. Me desculpe por cada erro ou acerto que nos trouxe até esse ponto, meu amor nunca mudou. Mas não sei o que será de nós dois afinal. Tenho certeza que não quero o mal pra história de cada um, e agora, quero viver, de preferência junto de você, até que o destino e sua convivência nos permita.
Chegou a um ponto, em que há ofensas, em que há mágoa, mas também há perdão. Não sei quantas vezes o ser humano é capaz de suportar essas dores em cada vida. Perdoar não significa esquecer. Mas a gente se esforça todos os dias, todos os minutos, até enquanto dorme, pra tudo dar certo. Pra agir bem, pra ser justa e empática, pra amar e se doar. Notei também, que a cada queda juntos, você fica mais desesperado...pois a cada machucadinho, eu fujo um pouco. A cada tropeço, meu pés ficam mais atrás. Eu não quero te assustar, mas já avisei, de certa forma estou partindo...no fundo, eu não sei se casaria com você.
Não sou perfeita de forma alguma, mas tento o melhor que poderia ou não ser. Me desculpe por cada erro ou acerto que nos trouxe até esse ponto, meu amor nunca mudou. Mas não sei o que será de nós dois afinal. Tenho certeza que não quero o mal pra história de cada um, e agora, quero viver, de preferência junto de você, até que o destino e sua convivência nos permita.
Vamos nos salvar? ❤
Sing for solitude
É possível distribuir minha solidão.
Tenho apenas duas mãos, e um sentimento para todo o mundo.
Minhas lembranças
escorrem,
e o corpo se rasga na luta intransigente de amor.
Quando eu conseguir me levantar,
o
céu poderá já estar assaltado,
sem belas nuvens, raios de sol sinceros,
eu
estarei a beira de minha própria morte,
descoberta, com medo pelos cantos.
Quando os corpos passarem,
eu ficarei
sozinha, desfiando recordação,
trazendo fogos em memória, dispersa em guerra.
Sinto-me incompleta diante das fronteiras,
humildemente vos peço que me perdoeis,
por fracassar, desistir, e permitir falhar.
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Garota de fases
O ser humano é feito de fases. Boas, ruins, deprimentes, estonteantes.
Por meses eu quero correr para o banheiro, sentar no vaso e chorar por todos os meus fracassos frígidos, e por mais que tenha alguém que me decepcione ou me deixe bem, quero chorar sozinha, me fazer mal sozinha. Esse momento é meu.
Tenho a fase em que penso por muito tempo que eu seria mais feliz se morasse em um apartamento legal, decorado, tivesse um emprego deslocado, limpasse essa tal moradia aos sábados pela manhã, e pudesse dar uma festa de vez em quando..tudo isso sem a existência de laços afetivos para me cobrar. Nesse plano de vida, eu faria faculdade em outra cidade, e lá iria me virar.
Em outro paradigma, eu viveria viajando, dinheiro pra quê? Trabalhar pra quê? Status? Isso é de comer?! Então. Eu sempre viajo em coisas difíceis de conseguir e me frustro no final. Eu não saio do lugar e acabo no meu sofá mofado, triste, decepcionada, amargurada e perdida. Sem a vida que eu quero ter. Lendo meus blogs de tudo ou nada, realizando pesquisas, lendo artigos, resolvendo problemas um por um, ouvindo uma rádio legal, enrolando obrigações sérias, desanimando das responsabilidades cada dia mais. E eu volto a fase ruim, de me sentir fracassada, triste, de não conseguir nada, sonhar muito e tomar muitos remédios. Eu penso em unicórnios brilhantes pulando no quintal de casa, e quero ficar com todos eles no final da história, em paz, sem julgamento. O tempo passa...e eu me arrasto! Choro, venero, e fico parada por aí. Vocês sabem, no mesmo lugar.
Pois no fundo, me falta ânimo!
Me falta terapia, motivação, vontade, inspiração, atitude, levantar, agir, agir e AGIR!
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Sobre dificuldades.
Todo mundo tem um dia na vida que acorda mal. Triste. Se sentindo fracassada, deprimida, inútil, incapaz, fraca, desmotivada.
Há momentos que eu paro pra pensar o que eu quero da vida, e o que espero dela.
E justo nestas horas, eu não sei o que responder pra mim mesma. As minhas metas somem, o desânimo toma conta, e eu morro de vontade de não existir, desistir do pouco que conquistei.
Tudo me cansa, me faz chorar, e eu me vejo afundada em algum status irreconhecível, mais profundo que das outras vezes.
Quando tenho objetivos, penso mais sobre eles, e vejo que não são tão bons, suficientes pra meu tipo de eu.
Quando eu realizo algumas vontades, depois penso que poderia ser mais legal, mais tudo.
Então eu chego a pensar que estou presa num conceito psicológico da vida...mas nem isso consigo definir. Traçar meus caminhos, o tipo de vida que quero ver, viver.
Pois hoje estou empolgada com algo, e meses depois, completamente sem graça, e sem algum tipo de ânimo, não consigo fazer nada bem. As coisas parecem dar errado mais que sempre. O almejado desmorona, e eu fico presa a uma utopia de vida...sofrendo por não consegui-la, por ter que ouvir insultos, afogar em lágrimas todo o dia, tentando escrever e não encontrando as palavras que contornam a minha dor do momento. Eu sei que existem pessoas que passam por coisas piores, mas esse é o meu sofrimento, e já é difícil lidar com ele, então, respeite. Se não for me confortar, adote o silêncio.
Os meus planos viraram fumaça, os gostos já estão velhos, e eu nunca sei por onde vai o meu próximo passo.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
O dia que retornou
Bem, neste mundo inteiro eu estou sozinha. Não há alguém que entenda o quão simples ou complicado é a minha tristeza. Pois as pessoas querem comemorar, e seguirem suas vidas, com um mínimo de importância com o outro, e deixá-lo chorar. Noite difícil, seja bem-vinda novamente. Você me acompanhou no início da semana e sinceramente achei que ficaria longe por um bom tempo.
Estes dias estive sorrindo, estudando, pensando em coisas positivas, mas aqui estou desarmada mais uma vez. Nua de soluções, crua de alegria. A realidade me despiu sem dó. Pude lembrar então, que estou lidando com um momento dolorido e ao mesmo tempo aliviante, mas essa sensação tranquila só virá após o máximo de dor me atingir. Já estou sensível novamente, e com os dedos retiro a lágrima que brota no olho esquerdo. Dói ao ponto de querer resistir ao "eu te amo", mas não por não estar sentindo, mas por ignorar, e para que o outro veja o quanto estou imersa no meu mundo nublado.
Achei que a tristeza não retornaria tão cedo, repito, estou frustrada, e confusa sobre o que isso quer dizer. Não compreendo bem a arte de suportar, mas tento de tudo, até o último centímetro, e até esse centímetro me machucar forte.
Hoje o dia se dividiu em várias partes, e na última, fechando com uma chave de pedras negras, torno a suplicar por um sinal, por coragem. E torço baixinho para que alguém esteja ouvindo de verdade todo o meu desespero.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Quando a dor te torturar
Feridas que vem e vão. Ao se machucar, ganhamos uma dor eterna, que ás vezes se abre, até mesmo quando está quase cicatrizada. Ela pode adormecer por anos, mas ainda está lá. Quando aberta, espalha sangue, necrosa o que é bom, derrama lágrimas até que você se afogue.
Se é pra sofrer, que seja sozinha, onde seu rosto possa estampar desalento, inchaços, nariz vermelho, olhar perdido, boca crispada. Se é pra sofrer, que o corpo possa verter, vergar, amolecer. Se é pra sofrer, que possa ser descabelada, que possa ser de pés descalços, que possa ser em silêncio. Que eu não precise dar satisfação a ninguém, ou suportar lamentações o dia todo. Em mim já dói o suficiente.
E da ferida, da angústia, nasce a raiva, a mágoa, e todos primos ruins. Me destrói, me deixa lá fora, abandonada na chuva fria. A única vontade que tenho, é de despedaçar sem dó quem causou minha dor. Quem não fui o suficiente humano para se colocar no meu lugar e imaginar minha insônia ao anoitecer, por ser tão tola. Isso tudo é consequência por confiar, acreditar. Algo que era fácil antes, e de repente, nasceram espinhos deste sentimento. A gente se pergunta: em quem estender nossas vidas? Nossos sonhos?
Deveríamos ter o direito de machucar essas pessoas também, que gostam de tirar o que há de bom em mim. Eu desejaria gritar, bater, matar, sem dó. E como não posso, minha própria prisão, foi ser enganada por confiar e amar.
Hoje, eu perdoei, mas a ferida continua aberta, e molha meu travesseiro toda a noite, e me entristeço por não ter coragem de devolver a dor.
Hoje, eu perdoei, mas a ferida continua aberta, e molha meu travesseiro toda a noite, e me entristeço por não ter coragem de devolver a dor.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Naufragando
Como fica fácil com o passar do tempo descrever o contorno de cada lágrima que desce por meus olhos.
De época em época, venho falar sobre como os caminhos da vida conseguem me atingir, e me machucam feio.
No episódio desta noite, fui surpreendida pela quebra de promessas. Promessa de mudança, respeito, compreensão, de amar puramente.
A imagem do amor da sua vida explode em uma fração de segundos. E todos os planos antes feitos, agora estão desfeitos. Uma possível fuga para o momento presente que vi ali, foi chorar e gritar. De alguma forma externar toda a minha mágoa, minha decepção. Fiquei mentalizando que precisava dormir, sem saber que acordaria pior, afogada em cada centímetro quadrado de tristeza. Aquele sentimento de sonho destruído, de traição. Cada escapamento deprimido me surpreende mais, me apodrece. Em alguns minutos do dia que se iniciou, me pego pensando que a cada queda, a altura é maior. O risco só aumenta, o resultado só piora. Não importa se é segunda ou sexta-feira, seu dever de me proteger não foi cumprido.
E eu vou naufragando...no meu desejo de viver feliz, que me domina em maior parte do tempo, que planeja coisas boas, que está nas minhas preces diárias. Tudo dito, sentido, alcançado e superado fica onde estavam suas palavras duras. Aí fico em alerta, que de tanto chorar estou afundando...o barco de lágrimas está muito pesado, a âncora do amor foi retirada, e o que sobrou? O uso da razão? Se nem consigo pensar, ser racional. Digo com toda certeza que meu coração foi apunhalado por trás. Fui chicoteada nos rins. E não sei quando tempo essa dor amarga irá durar. Enquanto tudo isso passa, estarei nas aulas de ética observando o quão diversas atitudes são tão anti-éticas. E entro em suicídio emocional na mesma hora.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Tomara
Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho
Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz
E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...
- Este post contradiz o que publiquei anteriormente, mas achei muito belo. de Vinícius de Moraes
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Estar só, e aceitar isso!
Estamos sempre a sós. Não dá pra ficar contando todos os pensamentos e vontades recorrentes no seu dia-a-dia pra as pessoas, que por mais que estejam integradas no seu círculo, pois não dão a devida a importância. Pois sonhos estão presentes no nosso altar particular, em que trilhamos o melhor caminho para alcançá-los, ou até para fugir. Cada um com sua particularidade, seu modo de pensar e viver.
Então em momentos da vida, encontramos outras pessoas com gostos parecidos, uma música em comum, ou uma preferência de profissão, ou modo de pensar sobre o mundo. E assim iniciamos uma conversa cordial, sendo agradável e recebendo sorrisos.
Mas no final, nossos gostos estão a sós, e na verdade, integramos um ao outro e ficamos ali. Uma pessoa no meio de milhares, procurando por pessoas semelhantes, ou que nos atraiam de modo diferente para que podemos nos relacionar. E mesmo acompanhado a este, temos nossos próprios devaneios, vontades, impulsos. É só o corpo, a mente e eu.
Com algumas ações, nos sentimos de certa forma nós mesmos, naquele momento só nosso, quando fazemos algo para nossa satisfação e de mais ninguém. Estar só me faz muito feliz em vários momentos do dia, em que posso aproveitar a cama, o sofá, o computador, meu filme preferido, uma série nova, ler meus livros, sem ninguém para julgar ou questionar. Estar só pode ser muito positivo, por mais que você não esteja fazendo nada para alguém, está fazendo algo para você, em um momento ímpar. Admirando fotografia, ouvindo uma música pesada, desenhando sem saber, e colorir desenhos.
É tão bom ser você mesmo! E melhor ainda, é aceitar. Que por mais que esteja rodeado de pessoas, estamos sozinhos, e podemos ser felizes com isso.
Modo de viver
Essas palavras irão rondar sobre....os dias que penso em que a vida seria melhor se eu morasse sozinha. E enquanto aproveitava da minha suposta solidão, intercalava entre shows de rock ou jazz.
Alguns dias eu penso que eu seria mais feliz viajando o Brasil inteiro, depois rodeando o mundo.
Eu seria plena de vez em quando se tivesse muitos piercings e estantes recheadas de livro, sem ter que pegá-los na biblioteca da faculdade e devolvê-los de coração partido posteriormente.
Satisfeita talvez seria se eu não precisasse tanto comer ansiosamente, pra depois não ter que fazer dieta por ter hipoglicemia.
E então tivesse uma predisposição de descobrir bandas legais e ter amigos que partilham os mesmos gostos, para que pudéssemos falar sobre fatos, músicas e recitar poemas, acompanhando uma boa cerveja.
Eu não reclamaria nada se meu cabelo permanecesse bom enquanto eu aplico diversas tintas diferentes nele, mas é claro que a química não permite.
E eu queria experimentar novas coisas todos os dias, ao invés de preferir a quietude do meu sofá, enquanto assisto à televisão aberta.
Ás vezes eu desejo muito me complicar, ser difícil de agradar, inovar nas experiências, mas no final, meu viver é muito simples. A aventura vem ao final de semana, mas melhor seria se me visitasse na segunda ou quinta-feira, e ter um porre do meio da semana!
Diariamente faço escolhas, que apontam os caminhos pra onde vou. Para saciar essa vontade de tudo sem fazer nada, eu escrevo, planejo, tento de vez em quando.
Sabe, de vez em quando bate o desespero de ir lá em cima, visitar as alturas, fazer uma tatuagem nova e sentir aquela dor que me tira da rotina. De ir no cinema aqui pertinho, e dá vontade de ir sozinha.
Tenho noção que no final sou só eu mesma, sozinha, no canto, e aguardo uma reviravolta qualquer, em algum dia... mas sei que, enfim, você só vive uma vez, então quero acordar a tempo!
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