domingo, 15 de junho de 2014

Mantenha a fé

Não percas a tua fé entre as sombras do mundo. Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo. Crê e trabalha. Esforça-te no bem e espera com paciência. Tudo passa e tudo se renova na terra, mas o que vem do céu permanecerá. De todos os infelizes os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmo, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo. Eleva, pois, o teu olhar e caminha. Luta e serve. Aprende e adianta-te. Brilha a alvorada além da noite. Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te com a morte. Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia. 


Como anda a vida



É claro que a gente gosta de escrever, de cuidar da vida com palavras, de voar no desenrolar de cada frase. E de forma tão enigmática o que sentimos passa a ser desenhado no branco do papel, que passa a ser preenchido com o tempo. E perdemos um pouco a prática de dizer daquele modo bonito, e nesse mesmo instante, toca as pessoas que tiram seus minutos para dedicar-se a uma leitura consistente, que auxilie em sua evolução. 
Como tudo na vida, sem a prática perdemos o jeito. Aquele toque mágico do lugar em que se quer chegar. E então só se vive, não mais se escreve, não mais fotografa, só assiste ao passar dos dias, com uma cerveja para cada lembrança, e as mesmas pessoas velhas.
Aquele erro de querer o diferente persiste, mas o cansaço dos corpos só permite fazer o de sempre, o que é confortável e não tem erro. Mas eu gosto da vida aconchegante assim, em que o fim de domingo não me amedronta e nesse mundo, aprendi a conviver com minha família, que é doce a seu próprio modo. A vida tem-se feito boa, poderia arriscar a dizer que divina, afastando bem pra longe tudo que vem disfarçado de ruim no meu caminho. E não nos esquecemos de espantar os fantasmas sem amor, que logo perderão o seu sustento e nos deixarão em paz.

domingo, 2 de março de 2014

Sobre chorar



"E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça - que não era Capitu, mas também tem olhos de ressaca - levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário: por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo."

domingo, 26 de janeiro de 2014

Leve a vida leve

É necessário compartilhar quando a vida está leve. Compartilhar apenas para minha companhia preciosa, as palavras. Pelo passar dos dias tenho me sentido melhor, focando na leitura, em acordar cedo e cumprir minhas obrigações, que antes eu não tinha forças. Tem chovido bastante, e eu não me sinto frágil. Se quando acordo vem algum pensamento triste, pessimista, eu tento lembrar que as coisas vão bem, que não tenho com a que me ater de preocupação. 
Eu nem preciso de planos esvoaçantes para me confortar, só sei que sorrio de tranquilidade por estar no calor do meu sofá, vendo meu filme preferido. 

domingo, 15 de dezembro de 2013

Desconfio que...



A verdade é que sinto: não dançamos a mesma música mais... que estamos pisando no pé do outro mais que dando voltas alegres. 
Sinto muito por não estarmos evoluindo...nos fazendo felizes, nos completando.
Os mesmos erros foram se repetindo, e é claro que um dia cansa e não há objeto que esconda o sol, lá longe.
Tem mais dias de folga que passo em casa vendo tv do que com você.
E recorro as músicas tristes do rádio..naquela programação ruim que eu nunca gostei. 
Por todos os dias tenho me sentido um pouco sozinha, meio sei lá, tentando mais um pouco, exitando...pois eu evitava desistir. Gosto de lutas de amor.
Mas você vem, e enfia a faca um pouco mais fundo.. aí eu me canso mais um pouco, choro alguns litros de desolação, e não tenho pelo que esperar, pois a ilusão e esperança pegou o ônibus das 11. Admito que também estou sem vontade, sem forçar...o que estamos fazendo afinal?
Vamos nos culpar. Os dois.
Estou atrás de novos modos de ser feliz, de nos deixar bem, mas parece mais difícil que antes. E aí sei uma única atitude para tomar.
Estou com medo.


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Direção confusa

Há certo momento que toda sua vida sai de seu curso.
Nesse momento de desespero você deve escolher a sua direção.
Você lutará pra seguir o caminho?
Outros vão dizer quem você realmente é?
Ou você mesmo vai se rotular?
Você será honrado pela sua escolha?
Ou abraçará seu novo caminho?
Cada manha você escolhe em seguir em frente ou em simplesmente desistir.
Há certo momento que toda vida sai de seu curso.
Nesse momento de desespero, quem você será?
Você baixará a guarda?
E achará conforto em alguém em que não esperava?
Você esticará os braços?
Você enfrentará seus maiores medos corajosamente?
E seguirá em frente com fé?
Ou você vai sucumbir a escuridão da sua alma?

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O crime da metade


Eu odeio essa coisa de metade. 
Ter amigos pela metade, deixar a comida pela metade. 
Arrumar casa, escrever, ouvir música, dormir,
 sorrir, dançar, viajar, tudo pela metade. 
Odeio ainda mais tratar e destratar sentimentos como se fossem objetos, 
e cuidar de mau jeito. 
Dar carinho quando sobrar tempo, ligar quando não tiver outra coisa pra fazer, falar que está com saudade quando não houver outro recurso. 
Falar que ama só pra não deixar o outro falando sozinho, sem sentir vontade. 
Dizer que está com raiva, e não falar o motivo. 
Esperar sem saber o quê. 
Agir quando estiver tudo no fim. 
Pedir outra chance quando as coisas estão desmoronando. 
Se declarar e compor uma canção, quando alguém estiver em lágrimas. 
Ser metade  e agir metade é injusto com o próximo que você diz amar, até pela metade. 
Existem sempre pessoas dispostas a serem completas, a agirem direito, a se dedicarem por inteiro, tão logo pedimos; metades, não se aproximem daqueles que saibam ser inteiros.