domingo, 26 de janeiro de 2014

Leve a vida leve

É necessário compartilhar quando a vida está leve. Compartilhar apenas para minha companhia preciosa, as palavras. Pelo passar dos dias tenho me sentido melhor, focando na leitura, em acordar cedo e cumprir minhas obrigações, que antes eu não tinha forças. Tem chovido bastante, e eu não me sinto frágil. Se quando acordo vem algum pensamento triste, pessimista, eu tento lembrar que as coisas vão bem, que não tenho com a que me ater de preocupação. 
Eu nem preciso de planos esvoaçantes para me confortar, só sei que sorrio de tranquilidade por estar no calor do meu sofá, vendo meu filme preferido. 

domingo, 15 de dezembro de 2013

Desconfio que...



A verdade é que sinto: não dançamos a mesma música mais... que estamos pisando no pé do outro mais que dando voltas alegres. 
Sinto muito por não estarmos evoluindo...nos fazendo felizes, nos completando.
Os mesmos erros foram se repetindo, e é claro que um dia cansa e não há objeto que esconda o sol, lá longe.
Tem mais dias de folga que passo em casa vendo tv do que com você.
E recorro as músicas tristes do rádio..naquela programação ruim que eu nunca gostei. 
Por todos os dias tenho me sentido um pouco sozinha, meio sei lá, tentando mais um pouco, exitando...pois eu evitava desistir. Gosto de lutas de amor.
Mas você vem, e enfia a faca um pouco mais fundo.. aí eu me canso mais um pouco, choro alguns litros de desolação, e não tenho pelo que esperar, pois a ilusão e esperança pegou o ônibus das 11. Admito que também estou sem vontade, sem forçar...o que estamos fazendo afinal?
Vamos nos culpar. Os dois.
Estou atrás de novos modos de ser feliz, de nos deixar bem, mas parece mais difícil que antes. E aí sei uma única atitude para tomar.
Estou com medo.


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Direção confusa

Há certo momento que toda sua vida sai de seu curso.
Nesse momento de desespero você deve escolher a sua direção.
Você lutará pra seguir o caminho?
Outros vão dizer quem você realmente é?
Ou você mesmo vai se rotular?
Você será honrado pela sua escolha?
Ou abraçará seu novo caminho?
Cada manha você escolhe em seguir em frente ou em simplesmente desistir.
Há certo momento que toda vida sai de seu curso.
Nesse momento de desespero, quem você será?
Você baixará a guarda?
E achará conforto em alguém em que não esperava?
Você esticará os braços?
Você enfrentará seus maiores medos corajosamente?
E seguirá em frente com fé?
Ou você vai sucumbir a escuridão da sua alma?

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O crime da metade


Eu odeio essa coisa de metade. 
Ter amigos pela metade, deixar a comida pela metade. 
Arrumar casa, escrever, ouvir música, dormir,
 sorrir, dançar, viajar, tudo pela metade. 
Odeio ainda mais tratar e destratar sentimentos como se fossem objetos, 
e cuidar de mau jeito. 
Dar carinho quando sobrar tempo, ligar quando não tiver outra coisa pra fazer, falar que está com saudade quando não houver outro recurso. 
Falar que ama só pra não deixar o outro falando sozinho, sem sentir vontade. 
Dizer que está com raiva, e não falar o motivo. 
Esperar sem saber o quê. 
Agir quando estiver tudo no fim. 
Pedir outra chance quando as coisas estão desmoronando. 
Se declarar e compor uma canção, quando alguém estiver em lágrimas. 
Ser metade  e agir metade é injusto com o próximo que você diz amar, até pela metade. 
Existem sempre pessoas dispostas a serem completas, a agirem direito, a se dedicarem por inteiro, tão logo pedimos; metades, não se aproximem daqueles que saibam ser inteiros.

Dores que impulsionam

              

              Nessa quinta-feira da vida, você não consegue imaginar onde meus pensamentos estão alcançando...eles desenharam nuvens de tristeza, e delas, choveram lágrimas, que desceram a cada cena melosa do seriado que me dediquei assistir.
Pois comecei a mensurar meus feitos e não feitos, minha infelicidade, meu buraco molhado (que eu mesma cavei). Sei que esse dia triste não é como qualquer outro, em que você chora, se vê desenhado no fracasso, na fraqueza, na dor, e depois passa. É aquele tipo de dia, que de alguma forma estranha, te impulsiona a fazer algo melhor.

              Uma semana após escrever sobre cartas na mesa, tenho muita dúvida do que descrevi. Parece que as coisas mudaram, e você provocou isso. Permiti que inundasse de coisas ruins cada centímetro bom que estava ocupado em mim. Os meus planos maiores não foram para frente, de tão mal que me sinto, de tão sozinha e vazia.
Pra dor me abraçar, só encontrei livros, bons programas de tv e dedos para digitar sobre o meu comportamento lamentável. 

              Tanta vida lá fora, e eu já morta aqui dentro. 
Eu não quero conversar com ninguém, sabe como é?
Nem ficar reclamando constantemente por falta de atenção, eu estou cansada dessa luta espinhosa e sangrenta. Estou naqueles momentos de levantar bandeira branca, sem ter força necessária nos bracinhos branquelos. Não me sinto abraçada, afagada por ninguém, e como disse, acho que não quero isso. Pois chegou a um ponto que a autora da minha história, tão logo EU, preciso decidir o que fazer e a vida que quero levar. 
Essa dificuldade me machuca de forma tão grande e intensa que eu só sei rezar pelo fim de semana chegar. Eu rezo e agradeço quando vou dormir, são oito horas sem pensar tortuosamente na tristeza, nos momentos de depressão...

Quem poderia me resgatar, resolveu me deixar pra lá, então, aproveitem o fim do dia.

Dia de total tristeza



“Essa escuridão tem um nome?
Essa crueldade, esse ódio, como ele nos encontrou?
Ela se meteu em nossas vidas, ou nós a procuramos e a abraçamos?
O que aconteceu conosco?
Quando perdemos o nosso caminho?
Consumidos pelas sombras, engolidos completamente pela escuridão...
Essa escuridão tem um nome?
Acaso, é o seu nome?"

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Cartas na mesa


              Os anos foram passando e hoje fui me questionar porque meu objeto de escrita mudou. Eu estou perdida quanto a elogios, depois de tantas histórias difíceis em que passamos. Em nenhum dia, de alguma forma deixei de te amar, mas não sei responder o que foi alterado. Não conseguimos ficar em paz por mais de quinze dias, e isso acaba com minha quietude particular.
              Já passei por muitas coisas na vida, por pessoas diferentes, cada um com suas peculiaridades, seus defeitos, seus modos de viver desajeitados e por vezes orgulhosos. 
É verdade que superamos inúmeras barreiras, muito mais que eu possa lembrar ou citar.               Você conseguiu me mostrar parte do mundo, do seu, e até do meu. Mas, nos esbarramos bastante também. Tem vezes que eu penso em deixar tudo pra lá e seguir, sem olhar pra trás, até que aparece um problema novo. Tem vezes que eu penso em te deixar pra lá, e me permitir seguir, mas eu não consigo. Há algo mais forte que todos os monstros... os sentimentos, os momentos bons, o otimismo, a esperança, ah, a lágrima de esperança. O coração doído de saudade, de apoio, de "vou te ajudar". 
              Chegou a um ponto, em que há ofensas, em que há mágoa, mas também há perdão. Não sei quantas vezes o ser humano é capaz de suportar essas dores em cada vida. Perdoar não significa esquecer. Mas a gente se esforça todos os dias, todos os minutos, até enquanto dorme, pra tudo dar certo. Pra agir bem, pra ser justa e empática, pra amar e se doar. Notei também, que a cada queda juntos, você fica mais desesperado...pois a cada machucadinho, eu fujo um pouco. A cada tropeço, meu pés ficam mais atrás. Eu não quero te assustar, mas já avisei, de certa forma estou partindo...no fundo, eu não sei se casaria com você. 
              Não sou perfeita de forma alguma, mas tento o melhor que poderia ou não ser. Me desculpe por cada erro ou acerto que nos trouxe até esse ponto, meu amor nunca mudou. Mas não sei o que será de nós dois afinal. Tenho certeza que não quero o mal pra história de cada um, e agora, quero viver, de preferência junto de você, até que o destino e sua convivência nos permita. 

Vamos nos salvar?