quarta-feira, 31 de julho de 2013
Depois das Onze
Eu queria entender
De forma simples, em pouco tempo
O que fiz em você perceber
Que fosse o meu jeito, minha preferência pra ser
E então eu fico perdida
Sem saber onde ir, seguir
Sem nem como partir, sem chorar, inibir
E filtrar meus olhos ao amanhecer
Essa inconstância me deixa tonta,
São tantos fatos, momentos, mudanças
Que eu me enrosco no estilhaço,
Machuco meus joelhos ao sangrar,
E a verdade é, nem sei se amanhã você vai me amar.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Segurança aos tiros
Dizem por aí que você precisa contar tudo para os seus guardiões e confiar neles, pois vão te apoiar em tudo. Dizem também, que você tem que amá-los incondicionalmente, que eles são um tipo de porto seguro, protetores, enfim, são cheios de elogios rosas. Acham que são dignos de respeito simplesmente por terem me trago ao mundo. Eu discordo fielmente. Pois eu não pedi para vir morar neste planeta, não pedi para existir. Existe uma coisa na vida que chamamos de compromisso. Se eles se comprometeram com o ato, que se comprometam com as consequências! Ou, se vejam com a polícia. Sabe, eu penso também que cada um tem sua verdade, baseado em sua percepção. Nessas palavras, estamos lendo os meus sentimentos, baseados na minha percepção, no que eu vivo. E vou lhes contar o motivo de tudo! Onde eu deveria considerar um lar, tenho duas pessoas. Que mandam no canal da tv, escolhem o melhor assento do sofá, principalmente quando eu já estou lá, confortável. Pessoas que, quando nunca desejam "bom dia" ou "boa noite", e sempre implicam com seus atos. Pessoas que gritam e arremessam objetos quentes. A mira sou eu. São pessoas, que não se comprometem com meu bem-estar, e minha sanidade mental desde que a minha avó faleceu. Pois ela era uma mãe, e tenho fé que me olha lá do céu. Pessoas que não colaboram para a faculdade, e amam reclamar da minha existência, do meu respirar. Ás vezes, gostam de comentar até do modo que escovo os dentes. Tudo incomoda. A convivência é bem difícil, pois na realidade não convivemos, só não nos matamos na presença do outro. Desde pequena, fui sozinha. Então cresci aprendendo a me segurar, a me proteger, a evitar o que temo, a lutar...sozinha. Pois não tenho alguém para conversar no lugar que deveria chamar de lar, não tenho quem me dê forças, a não ser pessoas que possuo laço, e sentimento. Então venho alertar, que as outras pessoas podem sim valer mais que aqueles que possuem o mesmo sangue que o seu. Eu sei que não existe vida perfeita. Mas, quero me assegurar de coisas boas, não depender e tapar os ouvidos ao presenciar palavras deles, que me machucam tanto. E assim vou me afastando. Prefiro sentir a dor de quinze agulhas, do que a dor da palavra lançada, que não volta e não se conserta. Não dá pra florear um coração partido, de uma infância triste, de violência. Só se pode velar o que eu era. Essa parte não existe em mim, não mais.
terça-feira, 9 de julho de 2013
Pessoalmente ideal
Bom, eu tenho uma séria dificuldade em cumprir coisas, ou levar certas ideias (que no fundo não me interessam, mas são necessárias) em prática. Eu sei de forma bem nítida, que preciso cumprir tudo, e até mais, sem demora, sem choro, sem reclamar, mas tenho uma coisa em mim que não deixa. Não é medo, nem preguiça. Talvez desinteresse. Me desafiei a usar todos os dias óleo de amêndoas para diminuir a insatisfação corporal, emagrecer 4kg e me desintoxicar enquanto isso. Fingir que batata e mandioca não existem. Não gritar, nem brigar, mesmo que minha mãe me ofenda e me humilhe. Ler os 4 livros que trouxe da faculdade para ler nas férias, já comecei 2. Vou aperfeiçoar na fotografia e inovar na maquiagem, não pelo motivo fútil da vida, mas por considerar uma arte. Já comecei a investir nisso! Também me desafiei a olhar dentro do guarda-roupa sempre que pensar em comprar alguma coisa, tenho que afastar o consumismo. Não tão fácil, devo convencer meu pai da terceira tatuagem, lembrando que está marcada para sexta-feira e já paguei adiantado. Escreverei sobre mais alegrias, e prometo rir bastante pela manhã. Vou tomar mais doses de responsabilidade e compromisso, e para me divertir, vou assistir muitos seriados diferentes. Tenho que regular o sono, pois quando a rotina voltar, vou trocar o dia pela noite. Bom, já começarei a estudar as matérias da grade do próximo período da faculdade, pra estancar a curiosidade. Mentalizarei viagens, e de antemão planejarei como conseguir que elas aconteçam. Ah! Tenho que estocar glicose. Pra evitar passar mal entre um copo e outro de álcool. Estou conhecendo novos blogs, o que me propus há tempo! E, por último, não menos importante, vou frequentar a legislação direitinho. Vou abandonar o desinteresse.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Como ser humano da melhor forma
Tudo bem, penso eu. A vida segue. Ser humano é aceitar que a decepção faz parte da vida. A esperança, como boa guerreira, consiste em não saber ao certo se o outro quis de fato magoar você ou se foi tudo sem querer. Tomara que ele descubra. Tomara que, enfim, as coisas possam voltar a ser o que eram. Talvez um pouco arranhadas ou até coladas com algo que grude e não mais solte. Tomara que, ainda que seja uma costura de mentira, um abraço ainda possa ser dado. Fiquei chateada, mas não a ponto de jogar a toalha, isso é demais pra mim, um ser que acredita. Espero que você não tenha desaprendido a caminhar.
terça-feira, 25 de junho de 2013
Retratos do amor
O amor não é uma desculpa. Você não pode justificar o ciúme com o amor. Sinto ciúme de você porque te amo demais. Eu já disse isso, mas hoje vejo diferente. Se eu amo demais, o problema é meu. Dizer que ama e quantificar o amor só serve para quem sente. Se eu tenho o maior amor do mundo, o mais puro e o que mais me faz feliz o problema é exclusivamente meu. Sabe por quê? Não importa o amor que eu sinto, não para o outro. Para o outro importa como eu demonstro, me comporto e vivo esse amor. O que adianta eu dizer que o meu amor é o mais puro de todos se eu não mostro isso? O amor não é uma palavra bonita. O maior problema do mundo, hoje, é esse. As pessoas acham que falar basta. Não, falar não basta. O amor não tem que ser dito, ele precisa ser sentido, senão ele não sobrevive.
Ser então, mulher.
Sou uma mulher de gostos e versos. Um pouco ladra, eu diria.
Roubo histórias, bordo palavras, costuro sonhos, desato pensamentos. Coisas de quem escreve, encare assim.
Quem fica ao meu redor tem que entender que, vez em sempre, algo será tomado para e por mim, sem dó. Me aproprio indevidamente de vidas e falas.
Não leve a mal se por ventura algum dia o seu sossego for passear junto comigo. E se por acaso a insônia se tornar a sua melhor amiga, admita que eu venci.
Gosto de esfregar na cara do suposto adversário as minhas vitórias. Em certas ocasiões o mais digno é engolir tudo elegantemente.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Happy Valentine's Day
"E o que você vai fazer no dia dos namorados?"
"A mesma coisa que faço todos os dias, tentar conquistar o mundo!"
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